quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

1001 + 47 - canção de metaplagio para cavalinhos de bandeira


Cansei de viver de brisa Anarina
Agora quero tudo que não tenho
Bafejo de mar, nuvem dançarina

Quero cortejo de horizontes
Esperanças perdidas em becos
Andorinha fazendo verão

Cansei de viver de brisa Anarina
Ternura e corações despedaçados
Amar-te como passarinho morto

Pasárgada não me espere
Passei a vida inteira à toa, à toa

9 comentários:

Cris de Souza disse...

Upa, upa alazão!!!

Essa canção é tão viva...

Beijo, mestre.

Adriana Godoy disse...

Pasárgada pode estar logo ali, ou não!

Poema tão Bandeira, tão Assis!

Beijo

Wanderley Elian Lima disse...

Chega um tempo que damos um basta nas espera e nas promessas, aí começamos a viver.
Abraço

Lídia Borges disse...


Percebe-se a intertextualidade.
E, no entanto, é tanto o que se acrescenta.


Um beijo

dade amorim disse...

Queremos tudo, e Pasárgada nos espera, apesar de tudo...
Bj bj

ediney disse...

O velho Bandeira adoraria certamente esse diálogo.

eurico portugal disse...

eis o momento em que tudo parece nada e ontem é apenas contingência dos corpos. erguem-se flores acima dos dedos, pois os amanhãs escrevem-se com a tinta ainda pulsante das veias.

abraço!

Batom e poesias disse...

Quem vive de brisa não colhe vendavais.
E são eles é que nos movem...

Bjs, poeta
Rossana

Verso Aberto disse...


brisa de poesia
fazendo verão
voa à toa

abração poeta